terça-feira, 31 de agosto de 2010

Meus pensamentos se lamentavam e todo e qualquer movimento significava um ponto de interrogação, uma dúvida ou uma incógnita. Diacho! Mas será mesmo? Que lá no fundo não havia luz para saber exatamente as respostas de uma mente insana, de um coração leviano. Não era lógico, mas intuitivo. Com os olhos fechados, o sangue corria. Eu respirava e inspirava. O coração batia lento e forte o suficiente pra alcançar o ritmo das batidas do seu. Mãos geladas, o sorriso de minutos antes havia dissolvido. Ao longe via-se o reflexo dos seus olhos que olhavam seguro com necessidade de seguir a frente enxergando nada além do que realmente importava. Seus olhos apareceram na minha janela me oferecendo suspiros, amor, dias belos, flores, lua, sol, vento, música, filmes, livros. Mas eu recusei e você disse: impossível!

- Então você me abraçaria, por favor ?


Louanny Cury.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Ontem esqueci os olhos por cima da sua imagem imaginando você me tocar a pele. De imaginar me arrepiava, mas não me movia. Se eu arrumasse de onde ter você certamente meu coração não bateria mais de tão sereno. No violão o som de ré maior já não me soa melhor que o tom da tua voz que há muito tempo não escuto. Sem palavras que expressem meu imaginário, deito-me por cima do diário. Procuro Chico Buarque para parafrasear quando, na verdade bastaria dizer tudo aquilo que há dias venho ensaiado à frente do espelho, vai ver o acaso entregou à alguém as palavras para lhe dizer o que eu diria (...) Onde está você hoje?

Louanny Cury.