segunda-feira, 31 de maio de 2010

Todas as vaidades. Todos os amantes apaixonados. Todas as mentes inertes enquanto eu tentava ser, apenas ser. Todos os televisores desligados e todos os corpos intactos. Uma história. Uma vida inteira de páginas em branco. De páginas perfeitas. De vestes amarrotadas. Quando meu olhar aprender a falar menos, estarei longe de você. Distante de nós. Com nossa história guardada a sete chaves (...)

Louanny Cury.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Cinderela!




Cinderela conviveu parte de sua vida com uma madrasta má e suas irmãs postiças. Era obrigada a lavar, passar e cozinhar sem qualquer remuneração. A ausência da sociabilidade e comunicação fez com que Cinderela apresentasse diversos transtornos psicológicos, como: acreditar que os animais conversavam. As alucinações pioraram quando a gata borralheira fez da vodka sua grande aliada. E assim iniciou-se o alcoolismo, que passou a ser constante na vida de Cinderela. Quando divulgada a notícia do grande baile Cinderela entrou em êxtase, trabalhou durante semanas a fim de um vestido que enfatizasse suas curvas e combinasse com seu tom de pele, fazendo-a parecer à mulher mais linda do reino. Sabe-se que Cinderela sempre foi invejada por suas irmãs postiças, que no dia do baile notaram que se Cinderela comparecesse, estas não teriam chance alguma com o príncipe e por isso, suas irmãs postiças decidiram sabotá-la de maneira cruel, rasgando seu vestido, seu colar de pérolas e desmanchando seu penteado. Logo, partiram para o baile aos risos. Cinderela nunca bebera tanto como naquela noite de Lua Nova. Bebeu em demasia e alucinou com carruagens de abóboras gigantes e fadas.

- Quer dizer então que Cinderela não foi ao baile?
- Como Cinderela conheceu o príncipe?

Sim, Cinderela presenciou o grande baile. O que aconteceu foi que através das alucinações Cinderela roubou um vestido antigo da madrasta má que, outrora tivera um corpo esbelto. E ao chegar, o príncipe se interessou por Cinderela. Tiveram uma breve dança, mas como Cinderela se encontrava ainda sob efeito do álcool, imaginou que sua fada madrinha houvesse dito que o encanto quebraria a meia noite. É claro que já se passava das três horas da madrugada. Logo Cinderela partiu cambaleante sobre as sombras da escuridão, e nunca mais se escutou comentar sobre Cinderela (...)

Louanny Cury.

sábado, 15 de maio de 2010

O peso da alma. O chão na mão. O teto no pé. Desabaram tijolos sobre os sonhos trazendo mais um pesadelo. Realidade nua. Alma erótica. Menina casta. Sou um ser cheio. Cheio de mim e oco de nós. Um desejo insaciável. Uma alma saciável. Um cenário colorido. Um arco-íris em tons cinza. Passado sépia. Presente em cores. Futuro obscuro. Tons neutros. Escuro. Chove pregos em mim (...)

Louanny Cury.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Meus olhos fixados a sua imagem ardem ao te relembrar. Eles lacrimejam quando escutam o seu nome. E em algum momento essas lágrimas parecem que irão cair sobre minha pálida face. Mas ao fundo eu sei a falta que você não me faz. É como me olhar no espelho e não conseguir enxergar meu reflexo. Seu reflexo nos meus olhos. É como uma nova página, em branco. É como uma história, sem passado. Sou eu e meu futuro, pra lá de promissor (...)

Louanny Cury.