Anteontem olhei o céu, meu corpo sentia o peso da imensidão e levava o fardo pesado carregado de toda pouca sorte e malícia. Ontem, perto do amor o vi de outra forma em outro tom de azul, as nuvens passavam como algumas circunstâncias na vida e alguns sentimentos. Redemoinhamo-nos as pernas e caímos estirados na grama. Meu vocabulário é inválido mesmo que agora eu valha tudo neste mundo, incerto e sensato, justo e incompreendido. Meus olhos que te encaram com amor e a cabeça vaga, vazia, nada. Acomodada no seu peito e sorriso, isso basta. Não adiantaria me explicar, você não me entenderia.
E como de costume: Eu te amo.
Louanny Cury.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
domingo, 26 de setembro de 2010
Aos passos lentos sigo à espera de um convite animador. Sinto-o no ar. Nas pontas dos dedos e vejo as calçadas por onde você deixa seus passos. Abraço seu travesseiro e olho ao fundo nos seus olhos cheios de expectativas. Vejo-o dormir. Encaro seus chinelos no chão. Me deito. Levanto. Te encaro. Deito novamente. Penso em outra cama. Outra pessoa. Outra cortina. Outros olhos de afeto. Peço uma bebida forte onde eu possa afogar minhas confusões. Peço pra que vá embora, e que não me procure mais. E sem remorso você deixa o seu amor, vivendo das lembranças de nós dois (...)
Louanny Cury.
Louanny Cury.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Meus pensamentos se lamentavam e todo e qualquer movimento significava um ponto de interrogação, uma dúvida ou uma incógnita. Diacho! Mas será mesmo? Que lá no fundo não havia luz para saber exatamente as respostas de uma mente insana, de um coração leviano. Não era lógico, mas intuitivo. Com os olhos fechados, o sangue corria. Eu respirava e inspirava. O coração batia lento e forte o suficiente pra alcançar o ritmo das batidas do seu. Mãos geladas, o sorriso de minutos antes havia dissolvido. Ao longe via-se o reflexo dos seus olhos que olhavam seguro com necessidade de seguir a frente enxergando nada além do que realmente importava. Seus olhos apareceram na minha janela me oferecendo suspiros, amor, dias belos, flores, lua, sol, vento, música, filmes, livros. Mas eu recusei e você disse: impossível!
- Então você me abraçaria, por favor ?
Louanny Cury.
- Então você me abraçaria, por favor ?
Louanny Cury.
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Ontem esqueci os olhos por cima da sua imagem imaginando você me tocar a pele. De imaginar me arrepiava, mas não me movia. Se eu arrumasse de onde ter você certamente meu coração não bateria mais de tão sereno. No violão o som de ré maior já não me soa melhor que o tom da tua voz que há muito tempo não escuto. Sem palavras que expressem meu imaginário, deito-me por cima do diário. Procuro Chico Buarque para parafrasear quando, na verdade bastaria dizer tudo aquilo que há dias venho ensaiado à frente do espelho, vai ver o acaso entregou à alguém as palavras para lhe dizer o que eu diria (...) Onde está você hoje?
Louanny Cury.
Louanny Cury.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Foi molesto. Forte. Algo a se sentir além da própria dor. Muito mais que a dor do seu perdão árduo. Da sua sombra de dúvida. Da sua ferida que mesmo cicatrizada ainda dói. Do seu orgulho. Da melancolia que se esconde por trás do seu espelho por receio do reflexo ser forte demais, e lhe fazer sofrer um verão inteiro enquanto você vivesse ainda o inverno da tua alma inquieta. Das suas tardes e noites perdidas aos prantos. Das suas madrugadas e manhãs em sono profundo e incômodo. Da sua hipocondria isolada. Da sua febre. Do seu azar. Do seu erro. Da sua indiferença que dói mais que qualquer valor. Da dor de cada lágrima estúpida, fraca, imprecisa, e inválida. Da sua distorção ao falar. Ao pensar. Ao imaginar. Mas como tudo é um ciclo, amanhã você se refaz de todas as suas fraquezas e me apresenta a sua música do dia.
Louanny Cury.
Louanny Cury.
terça-feira, 15 de junho de 2010

Você me embala na sua dança, e acima de nós, a Lua reflete a luz do seu sorriso. Seus dedos quentes desenham uma aurora boreal na minha nuca. Meus dedos do pé estalam aos passos dos meus suspiros quando nossos olhares se cruzam. Você prende a respiração, e flutua. E eu, fecho meus olhos até sonhar. É sempre assim, você me toca a música mais linda do mundo, sua voz.
Louanny Cury.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Todas as vaidades. Todos os amantes apaixonados. Todas as mentes inertes enquanto eu tentava ser, apenas ser. Todos os televisores desligados e todos os corpos intactos. Uma história. Uma vida inteira de páginas em branco. De páginas perfeitas. De vestes amarrotadas. Quando meu olhar aprender a falar menos, estarei longe de você. Distante de nós. Com nossa história guardada a sete chaves (...)
Louanny Cury.
Louanny Cury.
Assinar:
Postagens (Atom)
