quarta-feira, 31 de março de 2010

Dedos que se entrelaçam, prendem-se e enlaçam aos meus. Sentimentos que contornam outros. Amor que faz a revelia em meu coração e perturba minha mente em noites gélidas e fatigantes. A dor que omite um amor abandonado e uma alegria dissimulada. A chuva, os ventos ressoam como música. Eu, desengraçada e insípida por perder o entusiasmo, conservo-me maquiada. Amor esse insensível a compaixão. Diário que encobre lágrimas. Meu quarto hoje é inanimado, arrefecido, revestido de cores frias acoplando meu clamor e meus gritos mudos. Amargo quarto que guarda tanto (...)

Louanny Cury.

2 comentários:

  1. "amargo quarto que me guarda tanto (...)"

    o que virá a seguir?

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  2. Somente a extensão das letras sabem (...)

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