quinta-feira, 8 de abril de 2010

Luto!

Morte: Primeiro fato incompreendido pela humanidade. A morte que não nos é maldosa nem tampouco piedosa. Vivemos a morrer em espírito ou corpo. E o que há após o fim? Se a morte não morre. Vivemos a caminho da morte sabendo que ela estará lá, no meio de alguma trilha e no fim de alguma missão nos esperando. Pronta para nos levar a um destino de luz ou trevas. Ainda assim, como dizia, a morte, tão incompreendida, é linda. É doce. É colorida. Meiga por nos esperar dias, meses ou anos pacientemente estampando um singelo sorriso na face porque quem morre, ressuscita. Não da forma que você espera, e sim da forma que a vítima deseja voltar a viver. Morremos para dar a chance de outros viverem. Morremos para nos darmos a chance de viver novamente. A morte só é triste quando ressuscitamos sem voltar a viver. Quando nela não nos permitimos uma eterna alegria, uma terna alegria. Outras vezes a marca da morte não se apaga e nos deixa sentir a eterna saudade. O eterno sofrimento. E a eterna dor de viver morto. A morte é o alívio que chega pra nunca mais ir embora. Alívio eterno. Terno alívio. Eterno alívio de não mais viver nesse mundo do desprazer. Do convencer. Do ser e não mais ser. A morte é o que nos liberta a mente da prisão do corpo nos despertando para o mundo eterno. Para o abraço terno. Para o mundo de sonhos e devaneios. A morte é uma canção para dormir e descansar eternamente. A morte é o que nos permite viver. Viver é o que nos permite morrer. Vida a morte. Morte a vida!

Escrito por: Louanny e Devana.

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