quarta-feira, 21 de abril de 2010

Coração faceiro em tempo de criança. Olhar encantado pelas fadas e o voar das borboletas entoadas por passarinhos azuis. Ela, ainda menina comemorava com balas e balões. Chocolates. Surpresa submersa nos sonhos do papai, por mais ‘maluco beleza’ que ele fosse. Por trás da voz grave de um homem rígido, existiam olhos de mago. Mãos suaves. Sentimento terno. Eterno. Guardei no meu encanto o gosto da saudade. Nos meus desenhos. Daquele chá de violeta. Do bolo da tarde e do café da manhã. E da minha coleção de tesouros, que chamavam-se: cartas. Ah, a infância era doce. Hoje, canto em outras línguas. Deixo-me viver em outros nomes, cheios de possibilidades surreais.

Louanny Cury.

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