sexta-feira, 19 de março de 2010

Tudo em memória àquele tempo. Uma ode ao passado. A cerveja derramada no meu jeans e aos cigarros apagados na própria mão. Recordei isso enquanto purificava o coração negro desenhado em minha mão. Suscitei a lua, que de vez em quando sumia por trás da sua imagem. Beijo nos olhos é menos terno que na testa. Mais melódico que nas mãos. Uma invasão de estrelas acontece na sua face. Sua insana face. Seu dorso reluz a efêmera passagem dos cometas. Os cometas lhe saúdam e escorrem pelas suas bochechas como lágrimas cintilantes. Seu olhar explode em luxúria e melancolia. Na orgia das estrelas surge um riso demente. Mente, mente. Você mente. Já não confio em você. Mas me entrego por não ter com o que me ocupar. Você é azul. Vermelha. Você me deixa aturdido com seu som de sirene. Sirene? Planeta? Estrela? O que você é? Você é azul. Você me deixa blue. Você me deixa blues. Você me deixa down. Você me deixa mal. Você me deixa pra baixo. Cabisbaixo. Bem baixo. Você me deixa low. Me deixa vermelho. Vermelha é você, feito lava de vulcão. Seu sangue azul, às vezes vermelho jorra como vulcão. Erupção. Coração. Emoção. Comoção. Seu corpo ressoa em meu violão. Estrelas explodem. Estrelas em erupção. Escuridão em erupção. Seus olhos em erupção. Como gêiser suas lágrimas escorrem fervendo. Pelo seu dorso quente, minhas lágrimas escorrem em erupção. Uma ode ao mesmo vento. Ao mesmo início. A cerveja que novamente será derramada em meu jeans e aos cigarros que apagará na própria mão. Uma ode a recordação. Erupção. Lua. Dorso. Beijo. Em erup

ção

ão

o

cora.


Escrito por: Louanny e Devana.

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