quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
Eu poderia jurar que jamais havia visto beleza igual. Deixei meus olhos se acomodarem somente em você e se acostumarem diante de todos os seus gestos, quando falo que você desarruma todos os meus planos e pensamentos, funciona como uma multidão pisando no meu peito, que deixa a saudade estrangulando, a lembrança revivendo a ferocidade dos beijos, dos tapas e beliscos e o desespero de querer-te por perto, sempre. Daí a imensidão em demasia do tempo que demora encosta em mim, se amarra em mim, justo em mim. Fico a esperar a desordem diária de te ver. Eu quase morro de amor, de saudades, de incertezas (...)
Louanny Cury.
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Cenário Noturno

A noite se aproxima junto às mariposas que voam em circundantes movimentos entre as lâmpadas dos postes, e quando a noite chega, as andorinhas dançam revoadas entre as árvores da praça, as corujas voam rapinantes e distraídas nos jardins dos mortos. A noite chega quando os morcegos se encontram preparados sobre a copa das sete copas enquanto o vento sussurra a morte. Nota-se sua chegada pelo latido do cachorro que por pouco não uiva, pelo miado do gato sobre muros e telhados, nota-se pelo cricrilar dos grilos na janela, pelo inebriante perfume da dama-da-noite vestida de primavera, nota-se pelas lágrimas que escorrem pelo rosto no breu da solidão. A noite chega quando as ruas se silenciam e os postes nada mais iluminam senão o mistério da noite, a noite chega quando o apito do guarda marca o compasso da noite, quando as casas se trancam e os quartos guardam sonhos e temores, a noite chega quando o dia se transforma e os notívagos saem à procura da semente da manhã. Louanny Cury.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Na tarde inerte, no meu cansaço, no tédio existe uma saudade de me tirar o ar, de me desesperar. O coração bate forte, o sangue circula nas veias e nada, nada além do que sinto. A saudade da infância. Do olhar inocente, dos momentos em que a única preocupação seria concluir o dever de casa pra ser liberada pra pular corda. Na minha infância não existia um coração partido. Um sentimento de mágoa e nenhuma angústia que me impedisse de perdoar mesmo que não amasse. Tive momentos incríveis até crescer, virar “gente grande” e esquecer do reflexo da criança que havia em mim. No fundo eu falo de amor, é o amor o veneno da minha vida.
Louanny Cury.
Louanny Cury.
sábado, 29 de janeiro de 2011
Entre nossas armações, entre nossos emaranhados capilares que nos servem como cabana, se escondem minhas lágrimas que às vezes dão brilhos aos olhos quando tudo passa imperceptível por trás da expressão apática. Ódio e amor mesmo que irreconhecíveis andam entrelaçados desde o dia em que te conheci. Apesar disso, amo. Amo e odeio amar.
Apesar disso até as entrelinhas tem me sido em vão e normalmente, é. Que despropósito! Que vergonha! A minha culpa que não justifica o teu descaso, sua credibilidade, minha abstração e sofrimento, TUDO em vão. De vez em quando a culpa é sua, TODA sua, porque simplesmente você não se importa.
Louanny Cury.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Sua sombra na parede branca em traços dissipados nos seus movimentos cotidianos me estima a observar. Eu encaro e me calo. De um lado sua energia me prende, e de outro me tiram de lá. Personalidade lúcida e consciente tão normal quanto pensar. No meu imaginário tudo ganha automação, inclusive o teu mundo infinito recluso nos seus próprios acontecimentos. Mergulho nos seus olhos e visto deles o sol se distorce. Eu encaro e me calo. As pessoas falam sobre (...) As pessoas falam de (...) Arquitetando e sempre montando muros e paredes. Eu encaro e me calo. É como tratamos nossos sentimentos. Você está sozinho e às vezes não sabe disso. Eu encaro e me calo. Por que dos vidros a voz não vai passar (...) Então, eu encaro e me calo. Você pode tentar sair, você pode quebrar. Mas também pode se ferir.
Eu encaro, e falo: Não construa nunca mais muros no teu caminho.
Louanny Cury.
Eu encaro, e falo: Não construa nunca mais muros no teu caminho.
Louanny Cury.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Anteontem olhei o céu, meu corpo sentia o peso da imensidão e levava o fardo pesado carregado de toda pouca sorte e malícia. Ontem, perto do amor o vi de outra forma em outro tom de azul, as nuvens passavam como algumas circunstâncias na vida e alguns sentimentos. Redemoinhamo-nos as pernas e caímos estirados na grama. Meu vocabulário é inválido mesmo que agora eu valha tudo neste mundo, incerto e sensato, justo e incompreendido. Meus olhos que te encaram com amor e a cabeça vaga, vazia, nada. Acomodada no seu peito e sorriso, isso basta. Não adiantaria me explicar, você não me entenderia.
E como de costume: Eu te amo.
Louanny Cury.
E como de costume: Eu te amo.
Louanny Cury.
domingo, 26 de setembro de 2010
Aos passos lentos sigo à espera de um convite animador. Sinto-o no ar. Nas pontas dos dedos e vejo as calçadas por onde você deixa seus passos. Abraço seu travesseiro e olho ao fundo nos seus olhos cheios de expectativas. Vejo-o dormir. Encaro seus chinelos no chão. Me deito. Levanto. Te encaro. Deito novamente. Penso em outra cama. Outra pessoa. Outra cortina. Outros olhos de afeto. Peço uma bebida forte onde eu possa afogar minhas confusões. Peço pra que vá embora, e que não me procure mais. E sem remorso você deixa o seu amor, vivendo das lembranças de nós dois (...)
Louanny Cury.
Louanny Cury.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Meus pensamentos se lamentavam e todo e qualquer movimento significava um ponto de interrogação, uma dúvida ou uma incógnita. Diacho! Mas será mesmo? Que lá no fundo não havia luz para saber exatamente as respostas de uma mente insana, de um coração leviano. Não era lógico, mas intuitivo. Com os olhos fechados, o sangue corria. Eu respirava e inspirava. O coração batia lento e forte o suficiente pra alcançar o ritmo das batidas do seu. Mãos geladas, o sorriso de minutos antes havia dissolvido. Ao longe via-se o reflexo dos seus olhos que olhavam seguro com necessidade de seguir a frente enxergando nada além do que realmente importava. Seus olhos apareceram na minha janela me oferecendo suspiros, amor, dias belos, flores, lua, sol, vento, música, filmes, livros. Mas eu recusei e você disse: impossível!
- Então você me abraçaria, por favor ?
Louanny Cury.
- Então você me abraçaria, por favor ?
Louanny Cury.
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Ontem esqueci os olhos por cima da sua imagem imaginando você me tocar a pele. De imaginar me arrepiava, mas não me movia. Se eu arrumasse de onde ter você certamente meu coração não bateria mais de tão sereno. No violão o som de ré maior já não me soa melhor que o tom da tua voz que há muito tempo não escuto. Sem palavras que expressem meu imaginário, deito-me por cima do diário. Procuro Chico Buarque para parafrasear quando, na verdade bastaria dizer tudo aquilo que há dias venho ensaiado à frente do espelho, vai ver o acaso entregou à alguém as palavras para lhe dizer o que eu diria (...) Onde está você hoje?
Louanny Cury.
Louanny Cury.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Foi molesto. Forte. Algo a se sentir além da própria dor. Muito mais que a dor do seu perdão árduo. Da sua sombra de dúvida. Da sua ferida que mesmo cicatrizada ainda dói. Do seu orgulho. Da melancolia que se esconde por trás do seu espelho por receio do reflexo ser forte demais, e lhe fazer sofrer um verão inteiro enquanto você vivesse ainda o inverno da tua alma inquieta. Das suas tardes e noites perdidas aos prantos. Das suas madrugadas e manhãs em sono profundo e incômodo. Da sua hipocondria isolada. Da sua febre. Do seu azar. Do seu erro. Da sua indiferença que dói mais que qualquer valor. Da dor de cada lágrima estúpida, fraca, imprecisa, e inválida. Da sua distorção ao falar. Ao pensar. Ao imaginar. Mas como tudo é um ciclo, amanhã você se refaz de todas as suas fraquezas e me apresenta a sua música do dia.
Louanny Cury.
Louanny Cury.
terça-feira, 15 de junho de 2010

Você me embala na sua dança, e acima de nós, a Lua reflete a luz do seu sorriso. Seus dedos quentes desenham uma aurora boreal na minha nuca. Meus dedos do pé estalam aos passos dos meus suspiros quando nossos olhares se cruzam. Você prende a respiração, e flutua. E eu, fecho meus olhos até sonhar. É sempre assim, você me toca a música mais linda do mundo, sua voz.
Louanny Cury.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Todas as vaidades. Todos os amantes apaixonados. Todas as mentes inertes enquanto eu tentava ser, apenas ser. Todos os televisores desligados e todos os corpos intactos. Uma história. Uma vida inteira de páginas em branco. De páginas perfeitas. De vestes amarrotadas. Quando meu olhar aprender a falar menos, estarei longe de você. Distante de nós. Com nossa história guardada a sete chaves (...)
Louanny Cury.
Louanny Cury.
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Cinderela!

Cinderela conviveu parte de sua vida com uma madrasta má e suas irmãs postiças. Era obrigada a lavar, passar e cozinhar sem qualquer remuneração. A ausência da sociabilidade e comunicação fez com que Cinderela apresentasse diversos transtornos psicológicos, como: acreditar que os animais conversavam. As alucinações pioraram quando a gata borralheira fez da vodka sua grande aliada. E assim iniciou-se o alcoolismo, que passou a ser constante na vida de Cinderela. Quando divulgada a notícia do grande baile Cinderela entrou em êxtase, trabalhou durante semanas a fim de um vestido que enfatizasse suas curvas e combinasse com seu tom de pele, fazendo-a parecer à mulher mais linda do reino. Sabe-se que Cinderela sempre foi invejada por suas irmãs postiças, que no dia do baile notaram que se Cinderela comparecesse, estas não teriam chance alguma com o príncipe e por isso, suas irmãs postiças decidiram sabotá-la de maneira cruel, rasgando seu vestido, seu colar de pérolas e desmanchando seu penteado. Logo, partiram para o baile aos risos. Cinderela nunca bebera tanto como naquela noite de Lua Nova. Bebeu em demasia e alucinou com carruagens de abóboras gigantes e fadas.
- Quer dizer então que Cinderela não foi ao baile?
- Como Cinderela conheceu o príncipe?
Sim, Cinderela presenciou o grande baile. O que aconteceu foi que através das alucinações Cinderela roubou um vestido antigo da madrasta má que, outrora tivera um corpo esbelto. E ao chegar, o príncipe se interessou por Cinderela. Tiveram uma breve dança, mas como Cinderela se encontrava ainda sob efeito do álcool, imaginou que sua fada madrinha houvesse dito que o encanto quebraria a meia noite. É claro que já se passava das três horas da madrugada. Logo Cinderela partiu cambaleante sobre as sombras da escuridão, e nunca mais se escutou comentar sobre Cinderela (...)
Louanny Cury.
sábado, 15 de maio de 2010
O peso da alma. O chão na mão. O teto no pé. Desabaram tijolos sobre os sonhos trazendo mais um pesadelo. Realidade nua. Alma erótica. Menina casta. Sou um ser cheio. Cheio de mim e oco de nós. Um desejo insaciável. Uma alma saciável. Um cenário colorido. Um arco-íris em tons cinza. Passado sépia. Presente em cores. Futuro obscuro. Tons neutros. Escuro. Chove pregos em mim (...)
Louanny Cury.
Louanny Cury.
terça-feira, 11 de maio de 2010
Meus olhos fixados a sua imagem ardem ao te relembrar. Eles lacrimejam quando escutam o seu nome. E em algum momento essas lágrimas parecem que irão cair sobre minha pálida face. Mas ao fundo eu sei a falta que você não me faz. É como me olhar no espelho e não conseguir enxergar meu reflexo. Seu reflexo nos meus olhos. É como uma nova página, em branco. É como uma história, sem passado. Sou eu e meu futuro, pra lá de promissor (...)
Louanny Cury.
Louanny Cury.
sexta-feira, 30 de abril de 2010
devana diz:
Silêncio no estúdio.
Gravando!
- Eu nunca vou esquecer broto, do dia em que você desmanchou meu topete.
Daquela bofetada no cinema.
Eu até estava disposto a te perdoar (...)
Aquele arranhão que você fez na minha motocicleta, nem foi caro consertar.
Vendi meu blusão pra te dar aquele vestido ‘chinfra’ que você queria.
Até comprei briga como João valentão.
Agora desmanchar meu topete, broto, isso foi imperdoável!
L. diz:
- Ah e o que te acrescenta esse Topete imbecil?
E aquele vestido ‘chinfra’? O que era aquilo? Uma joaninha gigante-ambulante?
Quanto ao arranhão na motocicleta. Foi pouco.
Eu devia mesmo era ter sumido com todos os teus potes de gel, e cortado teus cabelos na navalha.
devana diz:
- Garota, você se derrete todinha pelo meu topete.
Só fez aquilo porque eu estava conversando com Lili na grama. Mostrando meu disco novo do João Penca pra ela.
Você é um broto do mal!
Eu descobri a verdade sobre você.
L. diz:
- Lili? E que ciúme me causaria aquele resto de aborto montado como um quebra-cabeça pela mãe arrependida. Aquele rascunho de desenho infantil. Ela me causa uma interrogação enorme no peito, me pergunto de onde é que vem taaaanta... Você sabe não é?
Não me interessa esse teu topete idiota. Tua coleção de vinis.
Nem a sua verdade que é tão feia quanto a minha realidade!
devana diz:
- Não venha com poesia pro meu lado não, Lolly.
Você sabe que eu sou o maior valentão do bairro não sabe?
Eu roubei essas flores de João valentão pra você!
Ele ia dar elas para Lili.
Mas acho que ela não vai mais querer ver ele com o estrago que eu fiz nele.
Aceita essas tulipas?
L. diz:
- Ha HÁ ha! Não seja ridículo.
Se quer saber, estou gostando mesmo é de Jack.
E não estou dando a mínima pra você! Nem para suas mil aventuras com Lili.
devana diz:
- QUEM È ESSE TAL DE JACK?
Eu conheço?
É algum frangote?
Será que ele aguenta no muque comigo?
L. diz:
- Não é o Valentão Teddy?
Então, vá à investigação! Ao encontrar, arrisque!
Aposte todas suas cartas de pôquer.
Enquanto lhe desejo:
Má sorte!
devana diz:
- Azar no jogo, sorte no amor e na porrada.
O que é que esse Jack tem que eu não tenho, hein?
L. diz:
- Você quer dizer: O que ele não tem que você tem, não é ?
devana diz:
- Por acaso ele anda na lambreta a 100 km por hora com você fugindo da polícia?
L. diz:
- (...) O que ele não tem Teddy, é esse topete ridículo e essa prepotência dissimulada!
devana diz:
- Por acaso ele sabe cantar todas as canções do Roberto e Erasmo Carlos pra você, aquelas que você adora?
Por acaso Jack sabe te dar um beijo tão violento quanto o meu?
L. diz:
- “O calhambeque bi-bi, quero conservar o calhambeque, bibidhubidhubidhu... " (8)
É claro que sabe Teddy. Você não é 30% do que é Jack.
Na cama então, juro! Dá um filme.
Um dia eu faço, e ainda lhe dou de presente autografado por nós.
Vai ser bonito!
devana diz:
- Broto, você me magoou, me magoou pra valer, e desmanchou meu topete. (Snif)
Não quero te ver nunca mais!
EPÌLOGO:
Teddy dá um beijo ultra violento em Lolly.
Ela fica bamba e cai no chão, com uma expressão sedenta.
Teddy não se importa.
Teddy entra no seu cadilac vermelho.
Teddy bate a porta com força.
Teddy pega o seu violão folk com cores de fogo.
L. diz:
Lolly se levanta. Consegue alcançar Teddy. Eles voltam para o barraco. Caem na cama, e transam até que o abajur quebre!
E aproveita para assistir uma sessão de filmes orientais com Lolly.
devana diz:
Teddy atira o violão ao chão com força partindo-o em dois.
O que só aconteceria na imaginação de Lolly.
Porque Teddy está em cima do cadilac gritando:
- “Nunca mais vou tocar nada pra você sua vadia"
Teddy pega seu cadilac e desce a rua augusta a 120 por hora.
L. diz:
- “Mas eu sempre desmancharei seu topete idiota, seu cachorro!"
devana diz:
Teddy derrapa na curva, bate numa árvore.
L. diz:
E MORRE!
No fim, Lolly é muito feliz com Jack.
devana diz:
No som do carro, toca "matinê no Rian"
L. diz:
Não porra!
Você morre!
devana diz:
Na árvore, está gravado um coração com as inscrições: “Lolly e Teddy eternamente."
L. diz:
- Ah não seja tão... Melado vai!
devana diz:
- Eu gosto de melodrama!
L. diz:
- Romantismo é conversa de botequim.
devana diz:
- Eu sou melodramático, oras!
L. diz:
- Não mete esse melodrama.
Você morre.
E eu sou feliz com Jack.
Tem fim mais bonito?
Não!
devana diz:
Oxe, eu coloquei meu ultra romantismo e você colocou o seu realismo pré modernismo.
Os dois se complementam
Você ficou feliz com Jack eu morri insatisfeito!

Escrito Por: Louanny e Devana.
Silêncio no estúdio.
Gravando!
- Eu nunca vou esquecer broto, do dia em que você desmanchou meu topete.
Daquela bofetada no cinema.
Eu até estava disposto a te perdoar (...)
Aquele arranhão que você fez na minha motocicleta, nem foi caro consertar.
Vendi meu blusão pra te dar aquele vestido ‘chinfra’ que você queria.
Até comprei briga como João valentão.
Agora desmanchar meu topete, broto, isso foi imperdoável!
L. diz:
- Ah e o que te acrescenta esse Topete imbecil?
E aquele vestido ‘chinfra’? O que era aquilo? Uma joaninha gigante-ambulante?
Quanto ao arranhão na motocicleta. Foi pouco.
Eu devia mesmo era ter sumido com todos os teus potes de gel, e cortado teus cabelos na navalha.
devana diz:
- Garota, você se derrete todinha pelo meu topete.
Só fez aquilo porque eu estava conversando com Lili na grama. Mostrando meu disco novo do João Penca pra ela.
Você é um broto do mal!
Eu descobri a verdade sobre você.
L. diz:
- Lili? E que ciúme me causaria aquele resto de aborto montado como um quebra-cabeça pela mãe arrependida. Aquele rascunho de desenho infantil. Ela me causa uma interrogação enorme no peito, me pergunto de onde é que vem taaaanta... Você sabe não é?
Não me interessa esse teu topete idiota. Tua coleção de vinis.
Nem a sua verdade que é tão feia quanto a minha realidade!
devana diz:
- Não venha com poesia pro meu lado não, Lolly.
Você sabe que eu sou o maior valentão do bairro não sabe?
Eu roubei essas flores de João valentão pra você!
Ele ia dar elas para Lili.
Mas acho que ela não vai mais querer ver ele com o estrago que eu fiz nele.
Aceita essas tulipas?
L. diz:
- Ha HÁ ha! Não seja ridículo.
Se quer saber, estou gostando mesmo é de Jack.
E não estou dando a mínima pra você! Nem para suas mil aventuras com Lili.
devana diz:
- QUEM È ESSE TAL DE JACK?
Eu conheço?
É algum frangote?
Será que ele aguenta no muque comigo?
L. diz:
- Não é o Valentão Teddy?
Então, vá à investigação! Ao encontrar, arrisque!
Aposte todas suas cartas de pôquer.
Enquanto lhe desejo:
Má sorte!
devana diz:
- Azar no jogo, sorte no amor e na porrada.
O que é que esse Jack tem que eu não tenho, hein?
L. diz:
- Você quer dizer: O que ele não tem que você tem, não é ?
devana diz:
- Por acaso ele anda na lambreta a 100 km por hora com você fugindo da polícia?
L. diz:
- (...) O que ele não tem Teddy, é esse topete ridículo e essa prepotência dissimulada!
devana diz:
- Por acaso ele sabe cantar todas as canções do Roberto e Erasmo Carlos pra você, aquelas que você adora?
Por acaso Jack sabe te dar um beijo tão violento quanto o meu?
L. diz:
- “O calhambeque bi-bi, quero conservar o calhambeque, bibidhubidhubidhu... " (8)
É claro que sabe Teddy. Você não é 30% do que é Jack.
Na cama então, juro! Dá um filme.
Um dia eu faço, e ainda lhe dou de presente autografado por nós.
Vai ser bonito!
devana diz:
- Broto, você me magoou, me magoou pra valer, e desmanchou meu topete. (Snif)
Não quero te ver nunca mais!
EPÌLOGO:
Teddy dá um beijo ultra violento em Lolly.
Ela fica bamba e cai no chão, com uma expressão sedenta.
Teddy não se importa.
Teddy entra no seu cadilac vermelho.
Teddy bate a porta com força.
Teddy pega o seu violão folk com cores de fogo.
L. diz:
Lolly se levanta. Consegue alcançar Teddy. Eles voltam para o barraco. Caem na cama, e transam até que o abajur quebre!
E aproveita para assistir uma sessão de filmes orientais com Lolly.
devana diz:
Teddy atira o violão ao chão com força partindo-o em dois.
O que só aconteceria na imaginação de Lolly.
Porque Teddy está em cima do cadilac gritando:
- “Nunca mais vou tocar nada pra você sua vadia"
Teddy pega seu cadilac e desce a rua augusta a 120 por hora.
L. diz:
- “Mas eu sempre desmancharei seu topete idiota, seu cachorro!"
devana diz:
Teddy derrapa na curva, bate numa árvore.
L. diz:
E MORRE!
No fim, Lolly é muito feliz com Jack.
devana diz:
No som do carro, toca "matinê no Rian"
L. diz:
Não porra!
Você morre!
devana diz:
Na árvore, está gravado um coração com as inscrições: “Lolly e Teddy eternamente."
L. diz:
- Ah não seja tão... Melado vai!
devana diz:
- Eu gosto de melodrama!
L. diz:
- Romantismo é conversa de botequim.
devana diz:
- Eu sou melodramático, oras!
L. diz:
- Não mete esse melodrama.
Você morre.
E eu sou feliz com Jack.
Tem fim mais bonito?
Não!
devana diz:
Oxe, eu coloquei meu ultra romantismo e você colocou o seu realismo pré modernismo.
Os dois se complementam
Você ficou feliz com Jack eu morri insatisfeito!

Escrito Por: Louanny e Devana.
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Em 2010 seu cabelo é chocolate. Seu beijo consta o sabor azul. Seus lábios vermelhos dão tonalidades maçã aos meus dedos ao tocá-los. As segundas teus olhos tem cor cajá. Quem me dera comer teu cheiro macio. Tocar teus sonhos coloridos à moda retrô. Quem me dera ver tua pele vibrante. No reflexo dos seus óculos ganho animação. Quem me dera espremer um limão nos teus olhos, só pra ver qual cor eles obtém. As quartas dentro deles chovem penas de pavão, e as sextas tem cor de ameixas gordas, pretas e brilhantes, de maciez sem igual. As Luas Cheias você se transmuta em vampiro com sabor framboesa. Morde meu pescoço, e suga meu sangue pra fazer o nosso mar. Sangue cor doce, frutas-vermelhas. Sangue cheiro macio. 1951, mês 13, dia 500 nos casamos. Em época de jabuticaba temos edredom de orégano. Cheiro de roxo. Pão-de-mel. Pão-doce. Lua-de-mel debaixo do cobertor. Hoje somos, o sentido do futuro. A sinestesia. Se é que nos entende. Sinestesia, se entenderia, subentenderia que sente-se algo sinestésico. Sinestesia, com ou sem fantasia ?
Escrito por: Louanny e Devana.
Escrito por: Louanny e Devana.

Sentado na janela, um Trovador dedilha seus acordes supersônicos, submerso em si mesmo, ressoando o canto da ventania. Da janela, Trovador presenciava um sorriso capaz de abraçar o mundo. Sentado na beira do mundo, quebrou a primeira corda de seu coração emitindo o barulho da corda partida ecoando por todo espaço sideral. Por partir os tons, a raiva transbordava pelos olhos de Trovador, de maneira serpentina. Lá fora, o Sol desmanchava-se como açúcar em decompostos tons de cores sortidas de todas as freqüências, como um ki-suco etéreo. Doce, doce, doce, algodão doce composto da poeira das estrelas. Nessa hora, Trovador tinha o mundo em uma mão, e o coração na outra. Doce. Algodão doce era aquele sorriso de abraçar o mundo. Trovador lia sussurrando e se centrando no sorriso doce. Ansiando por prová-lo e senti-lo desmanchando em sua boca até que se transformasse em um escárnio, embora o que trovador quisesse mesmo era aprender a sorrir daquela maneira, de forma que não se arrependesse depois. A Lua, distante exalava teu brilho na terra. Trovador, sabendo que a Lua não era impossível, se impulsionou na tentativa de conquistá-la. Por tanto admirar a Lua, Trovador construiu um foguete. Sentia-se pronto para o mundo. Pra vida. Pra morte. Pra arte, mas pretendia que o foguete o levasse como era. Trovador, com o coração disparado e os olhos embaçados, decolou junto ao foguete com a certeza que conquistaria a lua. Trovador bateu n’um cometa sem ao menos perceber. O foguete explodiu. Trovador morreu. Mas dizem que seu violão continua vagando por aí. E seus acordes supersônicos continuam vagando pelo vácuo do espaço. Sem ressoar, a procura de algum asteróide que o possa compreender. Trovador foi apenas vítima de sua própria estupidez! Fracassou na terra e perdeu o brilho da Lua.
Escrito por: Louanny e Devana.
quinta-feira, 22 de abril de 2010

Juan colhia tulipas durante todas as manhãs de inverno. Acordava sempre antes do nascer do sol. Antes do desabrochar das flores. Antes mesmo que sua amada acordasse a tempo de pensar em ti. Para Juan, este fato era a maior representação de sua amada na terra. Juan aguardava ansioso por vê-la todos os dias despertando na aurora. Tulipa e Juan estão entre o amor que desabrocha qualquer sentimento amargo, embora somente Juan saiba quanto amor guardou sem saber que era somente de Tulipa. Era somente para Tulipa.
Louanny Cury.
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Coração faceiro em tempo de criança. Olhar encantado pelas fadas e o voar das borboletas entoadas por passarinhos azuis. Ela, ainda menina comemorava com balas e balões. Chocolates. Surpresa submersa nos sonhos do papai, por mais ‘maluco beleza’ que ele fosse. Por trás da voz grave de um homem rígido, existiam olhos de mago. Mãos suaves. Sentimento terno. Eterno. Guardei no meu encanto o gosto da saudade. Nos meus desenhos. Daquele chá de violeta. Do bolo da tarde e do café da manhã. E da minha coleção de tesouros, que chamavam-se: cartas. Ah, a infância era doce. Hoje, canto em outras línguas. Deixo-me viver em outros nomes, cheios de possibilidades surreais.
Louanny Cury.
Louanny Cury.
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